Os dias de sono voltaram. Dias em que parecia que não importava o quanto dormisse, sentia mais vontade de dormir. Uma fome sem fim. Seria desejo de sonhar? Vontade de esquecer um pouco a realidade? Ou quem sabe algo ligado à mudança de tempo? Não sabia definir completamente. Sabia que os dias estavam passando. Sabia que faltavam poucos dias para completar um ano sem cigarro, aquilo que costumava usar para manter acordado ao se levantar junto com o cafezinho. Em um ano muita coisa poderia mudar. E era inevitável não encarar as mudanças. Tinha dias de nostalgia, mas também dias em que queria se manter firme no momento presente. Escrevia para manter viva a chama da criatividade. Escrevia para se entender melhor e também para que o leitor se compreendesse. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Liv...
Espectro Autista: X-Men, Polarização e guerra de narrativas
Para quem quer entender sobre a polarização nas comunidades autistas/neurodiversas do mundo inteiro: as discordância entre organizações, familiares, profissionais e pessoas no espectro autista. E a razão de eu não estar associado a nenhuma organização e seguir independente.
Não é exclusivo do Brasil (aprendam a interpretar texto) – já deixei bem claro que minha página está alinhada com a comunidade internacional e apoia a NEURODIVERSIDADE.
Assistam X-Men. É uma ótima dica para entender a dinâmica de grupos e subgrupos. Não estou falando pela questão de 'superpoderes' (antes que alguém interprete errado), mas da aceitação/autoaceitação e vida em sociedade. Mesmo ajudando as pessoas, muitas pessoas queriam que os mutantes não existissem.
“O que eles não entendem, eles temem. E o que eles temem, eles tentam destruir [...] Às vezes, você quer acreditar que as pessoas são algo que elas não são. Quando percebe quem elas são, é tarde demais”– X-MEN: Fênix Negra.
⚠️ Não achem que todos autistas/neurodiversos são amigos, que todos familiares e profissionais pensam do mesmo jeito. É uma comunidade bem desunida e tem treta quase toda semana. Os grupos gringos são um horror perto dos brasileiros. Tudo o que eu vou citar não é A ou B, existem muitas variações pelo mundo inteiro:
- Tem quem se aceita como é / quem quer 'cura';
- Tem quem luta por uma causa / luta por outra;
- Tem quem não gosta de não-autistas (neurotípicos) e se acha superior a eles / quem se acha inferior aos neurotípicos / tem que não se acha nem superior nem inferior, se acha igual;
- Tem quem defende certos tratamentos / odeia certos tratamentos;
- Tem profissional ético / antiético (e como tem!);
- Tem quem só siga procedimentos cientificamente comprovados / quem não se importa;
- Tem quem defenda uma sociedade sem preconceitos / tem quem é cheio de preconceitos;
- Tem quem sofre preconceito por se aceitar e ter autoestima / Tem que não aguenta mais o preconceito dos outros e não é aceito dentro de casa.
Autistas são pessoas e pessoas não são iguais. Tenham consciência disso. Quebrem tabus.
Isso pelo mundo todo. Existem vários grupos e subgrupos. Não sou autista azul nem vermelho. Não preciso 'pertencer' ou me sentir 'validado' por ninguém nem ficar no fogo cruzado, meu compromisso é com a ética.
Agora, sobre os problemas que as organizações ajudam a combater.
⚠️ O que vocês não sabem que acontece em muitos países (incluindo o Brasil):
- Terapias desumanas e escondidas e pais que perdem a guarda dos filhos (tem gente que adora brincar com fogo);
- Autistas presos em instituições;
- Abusos físicos cometidos por profissionais antiéticos;
*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.
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