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Destaques

Para Toda a Eternidade: Livro explora rituais funerários diversos

Entre a naturalidade e o espanto, o tradicional e o moderno, o ocidental e o oriental, Caitlin Doughty transmite ao leitor histórias de suas visitas a espaços e profissionais envolvidos com o universo mortuário. Uma das obras pedidas por quem já tinha lido Confissões do Crematório, o novo livro foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books, em junho de 2019, com tradução de Regiane Winarski e ilustrações de Landis Blair.


Compre o livro Para Toda a Eternidade (Caitlin Doughty): https://amzn.to/2R2FwqN

“Eu passei a acreditar que os méritos de um costume relacionados à morte não são baseados em matemática [...] mas em emoções, numa crença na nobreza única da própria cultura da pessoa. Isso quer dizer que consideramos os rituais de morte selvagens apenas quando eles não são como os nossos” – Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade
Dá para ler tranquilamente Para Toda a Eternidade sem ter lido Confissões do Crematório, mas acredito que as duas leituras são complementares. Enquanto na p…

Espectro Autista: X-Men, Polarização e guerra de narrativas

Para quem quer entender sobre a polarização nas comunidades autistas/neurodiversas do mundo inteiro: as discordância entre organizações, familiares, profissionais e pessoas no espectro autista. E a razão de eu não estar associado a nenhuma organização e seguir independente.


Não é exclusivo do Brasil (aprendam a interpretar texto) – já deixei bem claro que minha página está alinhada com a comunidade internacional e apoia a NEURODIVERSIDADE.

Assistam X-Men. É uma ótima dica para entender a dinâmica de grupos e subgrupos. Não estou falando pela questão de 'superpoderes' (antes que alguém interprete errado), mas da aceitação/autoaceitação e vida em sociedade. Mesmo ajudando as pessoas, muitas pessoas queriam que os mutantes não existissem.

“O que eles não entendem, eles temem. E o que eles temem, eles tentam destruir [...] Às vezes, você quer acreditar que as pessoas são algo que elas não são. Quando percebe quem elas são, é tarde demais” – X-MEN: Fênix Negra.



⚠️ Não achem que todos autistas/neurodiversos são amigos, que todos familiares e profissionais pensam do mesmo jeito. É uma comunidade bem desunida e tem treta quase toda semana. Os grupos gringos são um horror perto dos brasileiros. Tudo o que eu vou citar não é A ou B, existem muitas variações pelo mundo inteiro:


- Tem quem se aceita como é / quem quer 'cura';

- Tem quem luta por uma causa / luta por outra;

- Tem quem não gosta de não-autistas (neurotípicos) e se acha superior a eles / quem se acha inferior aos neurotípicos / tem que não se acha nem superior nem inferior, se acha igual;

- Tem quem defende certos tratamentos / odeia certos tratamentos;

- Tem profissional ético / antiético (e como tem!);

- Tem quem só siga procedimentos cientificamente comprovados / quem não se importa;

- Tem quem defenda uma sociedade sem preconceitos / tem quem é cheio de preconceitos;

- Tem quem sofre preconceito por se aceitar e ter autoestima / Tem que não aguenta mais o preconceito dos outros e não é aceito dentro de casa.

Autistas são pessoas e pessoas não são iguais. Tenham consciência disso. Quebrem tabus.

Isso pelo mundo todo. Existem vários grupos e subgrupos. Não sou autista azul nem vermelho. Não preciso 'pertencer' ou me sentir 'validado' por ninguém nem ficar no fogo cruzado, meu compromisso é com a ética.

Agora, sobre os problemas que as organizações ajudam a combater. 


⚠️ O que vocês não sabem que acontece em muitos países (incluindo o Brasil):

- Terapias desumanas e escondidas e pais que perdem a guarda dos filhos (tem gente que adora brincar com fogo);

- Autistas presos em instituições;

- Abusos físicos cometidos por profissionais antiéticos;

- Gente que dá alvejante para o filho;

- Profissionais sem capacitação trabalhando na área;

- Gente que mente formação profissional;

- Pessoas que espalham que ativistas autistas estão mentindo que são autistas só para fazer as vozes deles perderem a importância;

- Pais que matam os filhos e/ou negam tratamento;

- Agressões em escolas e instituições;

- Profissionais mentindo que autistas têm vermes, vírus, DNA Alienígena e por aí vai...

- Pessoas que compram produtos perigosos e falsos, só porque acreditam em charlatões que já foram desmentidos várias vezes etc.

Ser autista/Asperger é ter que lutar diariamente contra o preconceito, mitos e tabus.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Outros textos sobre autismo publicados aqui no blog:

Palestra com a autista Julie Dachez, autora do livro A Diferença Invisível

13 Livros sobre Autismo que poderiam ser traduzidos para o Brasil

A Diferença Invisível: Tirinha sobre Síndrome de Asperger e o preconceito

Livro Autismo (Volkmar e Wiesner): Pontos positivos e negativos

Desejados: Outra Sintonia – A História do Autismo (John Donvan e Caren Zucker)

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