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Destaques

Resenha: Candyman – Clive Barker

Um presente para os leitores de Clive Barker, assim é a edição para colecionadores de Candyman, publicada pela editora DarkSide Books, em janeiro de 2019, com tradução de Eduardo Alves e posfácio de Carlos Primati.


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Candyman (The Forbidden) é um conto, portanto a leitura é enxuta, mas envolvente, e transporta o leitor para o clima de lendas urbanas. Embora já não sejam mais comuns na tradição oral e tenham ganhado o ambiente virtual, histórias sobre acontecimentos assustadores e questionáveis fazem parte da existência humana.

Com uma atmosfera sombria e mais urbana, Clive Barker leva o leitor ao gueto, onde a violência e a criminalidade por si só já contrastam com a realidade de outros bairros da cidade e acabam tão banalizadas que a história faz a personagem principal, Helen, se interessar pelo caso contado por uma das moradoras.

“E as histórias que contaram para ela – seriam confissões de crimes não cometidos, relatos do …

Assassinas em série, psicopatas, negação e máscaras sociais

O que acho mais interessante em livros sobre psicopatas que são assassinos em série é que, em um primeiro momento, parece algo de outro mundo. As pessoas têm dificuldade de imaginar casos assim acontecendo por perto, como se fosse algo exclusivo do universo da ficção e/ou improvável de existir em determinadas cidades e círculos sociais.


As máscaras sociais e a negação sobre essa realidade – talvez, como um mecanismo de proteção da mente, para não vivermos em constante estado de alerta e ansiedade; a dificuldade de identificação por parte de profissionais da área de saúde mental e/ou a difícil aceitação de que existem pessoas assim na sociedade –, nos tornam mais vulneráveis.

O desejo de destruição física e/ou emocional de psicopatas com tendências à criminalidade, muitas vezes, é ignorado pelas pessoas próximas, seja pela dificuldade de saber como reagir, pelos constantes jogos de manipulação e/ou pela recusa da própria pessoa em buscar ajuda pela falta de remorso. Há livros que relatam casos de pessoas que têm medo de psicopatas na família, ainda que não tenham noção de como identificar seus comportamentos.

“Tradicionalmente, o comportamento psicopata é consequência de fatores familiares ou sociológicos, mas alguns pesquisadores encontraram diferenças cerebrais entre psicopatas e pessoas normais que não podem ser descartadas¨ – Ilana Casoy, Serial Killers: Louco ou Cruel?

PS: Lembrando que nem todo assassino é psicopata. Os fatores biológicos junto com questões sociais na infância (abusos físicos e psicológicos, negligência na infância, violência, crueldade) parecem estar associados à formação potencial de assassinos em série. As diferentes forma de violência geram mais violência, por isso é tão importante o cuidado da família, principalmente nos primeiros anos de vida.

De acordo com Ilana Casoy, alguns sinais de sadismo na infância e outros comportamentos de fantasias violentas pioram com o tempo. Como serial killers aprendem a manipular os outros, quando são descobertos, eles podem tentar alegar insanidade, transtornos psiquiátricos e causas sobrenaturais para diminuir sua responsabilidade pelos assassinatos.


“Aceitamos como definição que serial killers são indivíduos que cometem uma série de homicídios durante algum período de tempo, com pelo menos alguns dias de intervalo entre esses homicídios. O intervalo entre um crime e outro os diferencia dos assassinos de massa, indivíduos que matam várias pessoas em questão de horas” – Ilana Casoy, Serial Killer: Louco ou Cruel?

A temática de crimes cometidos por assassinos em séries e psicopatas está cada vez mais popular. Livros, programas de televisão, seriados, filmes. Se por um lado isso significa mais informações e conhecimentos para as pessoas, por outro, pode ser um combustível para serial killers que desejam o reconhecimento popular, embora as motivações dos crimes possam ser bem diversas e nem sempre conhecidas.

Segundo o livro Serial Killers: Louco ou Cruel?, da escritora brasileira Ilana Casoy, o perfil do criminoso pode ajudar na identificação do assassino, mas é um trabalho difícil, já que quando se tratam de serial killers, a motivação pode ser desconhecida e psicopatológica, no entanto, todos têm em comum o sadismo: exercitar o poder e o controle sobre a vítima.

“Raramente o serial killer conhece sua vítima. Ela representa, na maioria dos casos, um símbolo”, descreve a especialista em crimes, diferente das mulheres assassinas em série que tendem a matar crianças, maridos e parceiros.

“Elizabeth pode apenas ter sido a mais assustadora e menos atraente das criaturas: uma assassina sem coração. A arte que apresenta uma voluptuosa Elizabeth com o decote salpicado de sangue não é assustadora – assustador é o retrato de Elizabeth de 1585. Assustador é o olhar para o vazio de outro mundo daqueles grandes olhos de quatrocentos anos de idade” – Tori Telfer, Lady Killers: Assassinas em Série

Em Lady Killers, o leitor conhece histórias de assassinas em série, que podem provocar um choque nas pessoas que desconhecem esse universo. O imaginário social e a idealização da figura feminina fazem com que muitas pessoas ainda fiquem surpresas com assassinas. Embora despertem fascínio na ficção, quando se trata do mundo real, ainda há uma falha na política criminal de reconhecimento e mecanismos para minimizar os impactos causados por psicopatas com instintos violentos na sociedade.

O primeiro capítulo se foca na história de Elizabeth Báthory, que ficou conhecida como a Condessa Sangrenta. A história me fez refletir sobre como o poder e o dinheiro protegem psicopatas há séculos e como as coisas continuam assim pelo mundo.

Já o segundo capítulo aborda a história da Vovó do Sorriso, Nannie Doss que foi responsável pela morte de vários homens e ainda sorria ao contar suas histórias, deixando claro que ela não sentia culpa (ausência de empatia) e não se importava com o que os outros pensavam dela (comportamento transgressor).

“Momentos antes de Nannie aparecer na TV para ser entrevistada, o cinegrafista sugeriu, em tom de brincadeira, que ela tirasse os óculos e sorrisse para a câmera: “A senhora pode arranjar outro marido se parecer bem-apessoada”. Nannie respondeu: ”E não é que eu mataria por isso?”, e riu de seu próprio trocadilho. Ela era a maior notícia de Oklahoma em 1954 e sabia disso” – Tori Telfer, Lady Killers: Assassinas em Série


Sempre que acho que a DarkSide Books não pode se superar, eles provam o contrário. Um livro sobre assassinas em série. Antigamente pouco se sabia sobre o assunto e davam mais foco aos serial killers homens.

Estou lendo aos poucos, me deliciando com cada página e ilustração de Lady Killers. Pode ser que em breve role uma resenha aqui para o blog e/ou vídeo para o meu canal do YouTube (para quem não viu, tem dois vídeos de livros sobre assassinos em série lá) – vai depender do barulho, minha hipersensibilidade auditiva me atrapalha na gravação de vídeos, por isso não tenho atualizado meu canal com tanta frequência quanto gostaria.

“Assassinas em série são mestres do disfarce: elas andam entre nós” – Tori Telfer

Encontre o livro Lady Killers: https://amzn.to/2EnAgI4

Sobre a autora – Tori Telfer é escritora e editora, e seu trabalho já apareceu na Salon, Vice, Jezebel, The Awl, The Hairpin, Good Magazine, entre outros. Ela trabalhou como editora de revistas infantis, revisora acadêmica, ghostwriter corporativa, professora de redação e redatora publicitária voluntária; também rodou salões de muitos eventos deslumbrantes servindo tira-gostos. Escreveu, dirigiu e produziu peças independentes em Chicago e Los Angeles. Formou-se em Redação Criativa na Northwestern University. Lady Killers: Assassinas em Série é o seu primeiro livro.

Lady Killers foi publicado na coleção Crime Scene da editora DarkSide Books, que reúne livros sobre criminologia, assassinos e psicopatas.

Mais indicações de leitura sobre o universo dos assassinos em série e psicopatas e/ou livros publicados na coleção Crime Scene:


Livro sobre psicopatas traz relatos de especialista em diagnósticos 

Resenha: A Hora do Pesadelo – Thommy Hutson 

Livro de escritora brasileira reúne histórias de serial killers que chocaram o mundo 

Livro sobre assassinos, serial killers e psicopatas que caçaram vítimas na internet 

Livro explora julgamentos de crimes em família que chocaram os brasileiros 

Resenha: Menina Má – William March 

Resenha: Escuridão Total Sem Estrelas – Stephen King 

O Massacre da Serra Elétrica: Livro traz entrevistas sobre os filmes de terror 

Livro da Ilana Casoy explora casos de serial killers brasileiros 

Resenha: Legião – William Peter Blatty 

Resenha: Eu Vejo Kate – Cláudia Lemes 

Resenha: Presságio: O Assassinato da Freira Nua – Leonardo Barros 

Resenha: Psicose – Robert Bloch 

Eye Candy: Serial-killer escolhe vítimas em aplicativos para encontros  

Resenha: American Crime Story: O Povo Contra O. J. Simpson – Jeffrey Toobin 

Resenha: Sexta-Feira 13: Arquivos de Crystal Lake – David Grove 

Mindhunter: Livro sobre caçador de serial killers lançado pela editora Intrínseca 

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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Comentários

  1. Oi, tudo bem?
    Estou muito ansiosa para ler 'Lady Killers'. É a primeira vez que vejo um trabalho tão extenso sobre serial killers mulheres. A DarkSide realmente tem cada livro que só me faz apaixonar cada vez mais pela editora!

    Abraço;
    Mente Hipercriativa
    FanPage Mente Hipercriativa

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    Respostas
    1. Olá, Helaina.
      Lady Killers é uma leitura bem envolvente e repleta de curiosidades. Eu já sabia da existência de livros sobre o assunto, mas no Brasil, só vi agora mesmo.
      Abraço

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