Dias de nostalgia da nostalgia, em que parecia sentir falta de algo ou alguém. Dias em que sabia que era delicioso se perder na sensação de que o passado proporcionava, mas que sabia a importância de voltar a atenção para o presente. Então, os dias continuavam seguindo, mesmo quando uma parte nossa insistia na nostalgia. Nostalgia boa era coisa temporária, mais do que isso poderia se tornar tóxica. A verdade era que escrevia para dar sentido às coisas. A verdade era que tinha uma relação dupla com a nostalgia; em alguns instantes, adorava, em outros, achava que era o pior que poderia acontecer. Escrevia, então, na esperança de continuar mantendo a nostalgia sob controle, aceitando que o passado não voltaria e estava tudo bem ressignificar as coisas. Ao dar um novo sentido, a nostalgia também se transformava. E, então, quem sabe poderia se manter em um nível mais saudável e menos tóxico. Se apegar à nostalgia, mas sentir os pés firmes no presente. *Ben Oliveira é escritor, formado ...
História do Autismo: Conhecer erros do passado e não repeti-los no presente
Não conhecer a história é sempre perigoso. O que algumas pessoas não sabem: autistas eram isolados da sociedade, alguns eram esterilizados e tinham diagnósticos errados, como esquizofrenia.
Alguns médicos recomendavam aos pais o afastamento, pois algumas famílias tinham vergonha; outros mentiam dizendo que seria melhor para a criança crescer isolada (mesmo sem ter evidência científica).
Muita gente precisa ler sobre a história do autismo. Não dá para entender o presente ignorando o passado, ou argumentar sem ter base do que está falando.
O que muita gente não sabe: coisas assim ainda acontecem em muitos lugares (diagnósticos errados, isolamento etc.). Pais são enganados por profissionais desatualizados e/ou até mesmo gente sem formação.
Quando não conhecemos o passado, a história pode se repetir no presente e no futuro.
Confira dois trechos do livro Outra Sintonia: A História do Autismo, escrito pelos jornalistas John Donvan e Caren Zucker:
“As pessoas com menos capacidade mental eram consideradas uma ameaça à sociedade, e justificavam-se medidas extremas para eliminar essa ameaça. Isso não era mera teoria e estava longe de ser benigno [...] Havia se empenhado em propor que crianças como ele não mereciam nascer [...] A eugenia – derivada de uma combinação de outras ciências relativamente novas como a antropologia, a zoologia, a genética e a psicometria – abriu a possibilidade de purgar a podridão e a impureza da linhagem da humanidade”.
“Se Kanner tivesse razão e o autismo sempre tiver existido, essas histórias do passado insinuam algumas experiências de vida desagradáveis para aqueles que [...] passaram a existência sem ser diagnosticados. Se, no século XVII, ainda queimavam e enforcavam os epilépticos como bruxos [...] Se o mutismo era confundido com demência, muito provavelmente os mudos com autismo hão de ter sido candidatos às várias instituições da Europa, entre as quais figuravam uma torre na muralha da cidade de Hamburgo, na qual os dementes ficavam presos num espaço conhecido como a Jaula dos Idiotas” Conheça melhor sobre a história do autismo. Leia Outra Sintonia: https://amzn.to/2KCzbCM
Em breve falarei mais do livro. Já dei várias recomendações de leitura e dicas sobre como se proteger, mas é preciso ter interesse de se atualizar!
Outra leitura relacionada: Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil: https://amzn.to/2XhANDr
Estou devendo outros vídeos com indicações de livros lá no meu canal do YouTube. Para receber o vídeo quando estiver no ar, inscreva-se: http://www.youtube.com/c/BlogdoBenOliveira
*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.
Outras indicações de leitura sobre autismo e saúde mental: