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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Espectro Autista e TDAH: Múltiplas possíveis combinações de Comorbidades

Desde questões genéticas, neurobiológicas e ambientais, pessoas no Espectro Autista e com TDAH podem desenvolver inúmeras comorbidades e, muitas vezes, fica difícil definir onde começa uma coisa e termina outra, já que elas podem se sobrepor.

Poderia citar o excesso de sinceridade de quem está no Espectro Autista. Para os que têm como comorbidade TDAH e Transtorno Bipolar, por exemplo, a impulsividade e o sincericídio também podem estar presentes. As três condições influenciam. Logo, se um autista já tem um cérebro com velocidade rápida, se ele tiver como comorbidades as duas condições, é quase como um carro em alta velocidade e sem controle, especialmente se estiver em um episódio de mania.

Eu poderia dar dezenas de exemplos e ainda seria insuficiente, já que cada uma das comorbidades e transtornos neurológicos e mentais tem suas particularidades e podem se manifestar de forma completamente diferente nos indivíduos. Então, para resumir fica mais fácil dizer que não existem dois cérebros iguais, logo do mesmo modo que dois autistas podem ser completamente diferentes, o mesmo acontece com todas condições e se elas estão entrelaçadas e sobrepondo, se torna ainda mais desafiador. 

Inclusive, o risco de subdiagnósticos é comum no Brasil e pelo mundo. Muitas vezes, o profissional pode diagnosticar só a comorbidade, sem identificar o diagnóstico principal. Como também pode acontecer o contrário, muitos dos comportamentos do Espectro Autista e TDAH servirem como máscara de suas comorbidades.

Vou citar abaixo algumas das comorbidades, mas vale lembrar que existem pessoas que podem ter poucas ou nenhuma comorbidade (algo bem difícil, já que a própria natureza do transtorno neurobiológico torna o cérebro da pessoa diferente e desde pequena ela experimenta as diferenças em relação aos outros ao seu redor) e pessoas que podem ter várias delas.

Uma curiosidade, por exemplo, é a de que, embora as pessoas não estranhem pessoas com TDAH desenvolverem vícios por substâncias como álcool e drogas, por causa de tantos mitos criados por familiares de autistas, como a de que são anjos, os mesmos não enxergam que o cérebro autista também pode seguir este caminho. 

Inclusive, há muitas pesquisas relacionados como parte da população vulnerável em situação de rua está no espectro autista e nunca foi diagnosticada. Ou seja, uma população que teria direito a receber benefícios e ficar fora das ruas, mas não tem acesso aos diagnósticos e é invisibilizada pela sociedade. 

A Psicologia e a Neurociência são fascinantes, mas ainda há tanto para descobrir. De forma geral, os testes neuropsicológicos e os olhares atentos sobre as histórias de vida dos pacientes ainda continuam exercendo muita influência nos diagnósticos. 

O que vai definir se a pessoa vai ter diagnósticos certos ou errados? O grau de experiência, expertise e por qual ótica o profissional vai avaliar. Tanto o autismo como o TDAH podem ser confundidos com outros diagnósticos, especialmente na vida adulta, já que muitos naturalmente aprenderam a nadar contra a maré, principalmente mulheres – muitas só descobrem quando seus filhos ou outros familiares são diagnosticados, visto que a genética desempenha um papel nos transtornos neurobiológicos.

Confira algumas das comorbidades de autistas e TDAH:

– Depressão;

– Altas Habilidades (Superdotação);

– Ansiedade social;

– Transtorno de Ansiedade Generalizada;

– Dislexia;

– Discalculia;

– Disgrafia; 

– Anorexia e outros transtornos alimentares;

– Epilepsia;

– Insônia;

– Sonolência excessiva;

– Deficiência Intelectual;

– Transtorno Obsessivo Compulsivo;

– Síndrome do Pânico;

– Transtorno de Estresse Pós-Traumático;

– Transtornos por uso de substâncias;

– Esquizofrenia;

– Transtornos gastrointestinais;

– Transtorno sensorial.

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36 Livros sobre Saúde Mental  

Palestra com a autista Julie Dachez, autora do livro A Diferença Invisível e Doutora em Psicologia Social 

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4 Curiosidades do livro O Cérebro Autista 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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