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Destaques

Mais um dia de sol

Uma dose diária de sol o lembrava da importância de cuidar da saúde mental. Mas também o lembrava da importância diária do sol em sua vida, ajudando a encher de energia e despertar. Mais um dia de sol era tudo o que precisava.  Os dias de sol era o que buscava. Os tempos em que gostava do frio tinham dado lugar ao sono. Mas o sol, ele ajudava a renovar a esperança de que tudo ia ficar bem.  Depois de tantos dias de frio e sono, estava se reacostumando com os dias de sol. Quem diria que chegaria o dia que valorizaria mais os dias de calor do que os frios. A verdade era que as pessoas mudavam. Em alguns anos, tudo pode mudar. Mas há aquelas coisas que permanecem vivas em nossas vidas, aquilo que nós movia, como a escrita. Escrevia para manter o sonho vivo. Escrevia para inspirar. Escrevia e continuaria a escrever, seja frio ou calor, com preguiça ou energia. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado n...

Espectro Autista e TDAH: Múltiplas possíveis combinações de Comorbidades

Desde questões genéticas, neurobiológicas e ambientais, pessoas no Espectro Autista e com TDAH podem desenvolver inúmeras comorbidades e, muitas vezes, fica difícil definir onde começa uma coisa e termina outra, já que elas podem se sobrepor.

Poderia citar o excesso de sinceridade de quem está no Espectro Autista. Para os que têm como comorbidade TDAH e Transtorno Bipolar, por exemplo, a impulsividade e o sincericídio também podem estar presentes. As três condições influenciam. Logo, se um autista já tem um cérebro com velocidade rápida, se ele tiver como comorbidades as duas condições, é quase como um carro em alta velocidade e sem controle, especialmente se estiver em um episódio de mania.

Eu poderia dar dezenas de exemplos e ainda seria insuficiente, já que cada uma das comorbidades e transtornos neurológicos e mentais tem suas particularidades e podem se manifestar de forma completamente diferente nos indivíduos. Então, para resumir fica mais fácil dizer que não existem dois cérebros iguais, logo do mesmo modo que dois autistas podem ser completamente diferentes, o mesmo acontece com todas condições e se elas estão entrelaçadas e sobrepondo, se torna ainda mais desafiador. 

Inclusive, o risco de subdiagnósticos é comum no Brasil e pelo mundo. Muitas vezes, o profissional pode diagnosticar só a comorbidade, sem identificar o diagnóstico principal. Como também pode acontecer o contrário, muitos dos comportamentos do Espectro Autista e TDAH servirem como máscara de suas comorbidades.

Vou citar abaixo algumas das comorbidades, mas vale lembrar que existem pessoas que podem ter poucas ou nenhuma comorbidade (algo bem difícil, já que a própria natureza do transtorno neurobiológico torna o cérebro da pessoa diferente e desde pequena ela experimenta as diferenças em relação aos outros ao seu redor) e pessoas que podem ter várias delas.

Uma curiosidade, por exemplo, é a de que, embora as pessoas não estranhem pessoas com TDAH desenvolverem vícios por substâncias como álcool e drogas, por causa de tantos mitos criados por familiares de autistas, como a de que são anjos, os mesmos não enxergam que o cérebro autista também pode seguir este caminho. 

Inclusive, há muitas pesquisas relacionados como parte da população vulnerável em situação de rua está no espectro autista e nunca foi diagnosticada. Ou seja, uma população que teria direito a receber benefícios e ficar fora das ruas, mas não tem acesso aos diagnósticos e é invisibilizada pela sociedade. 

A Psicologia e a Neurociência são fascinantes, mas ainda há tanto para descobrir. De forma geral, os testes neuropsicológicos e os olhares atentos sobre as histórias de vida dos pacientes ainda continuam exercendo muita influência nos diagnósticos. 

O que vai definir se a pessoa vai ter diagnósticos certos ou errados? O grau de experiência, expertise e por qual ótica o profissional vai avaliar. Tanto o autismo como o TDAH podem ser confundidos com outros diagnósticos, especialmente na vida adulta, já que muitos naturalmente aprenderam a nadar contra a maré, principalmente mulheres – muitas só descobrem quando seus filhos ou outros familiares são diagnosticados, visto que a genética desempenha um papel nos transtornos neurobiológicos.

Confira algumas das comorbidades de autistas e TDAH:

– Depressão;

– Altas Habilidades (Superdotação);

– Ansiedade social;

– Transtorno de Ansiedade Generalizada;

– Dislexia;

– Discalculia;

– Disgrafia; 

– Anorexia e outros transtornos alimentares;

– Epilepsia;

– Insônia;

– Sonolência excessiva;

– Deficiência Intelectual;

– Transtorno Obsessivo Compulsivo;

– Síndrome do Pânico;

– Transtorno de Estresse Pós-Traumático;

– Transtornos por uso de substâncias;

– Esquizofrenia;

– Transtornos gastrointestinais;

– Transtorno sensorial.

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4 Curiosidades do livro O Cérebro Autista 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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