Entre Poesias me encontro diariamente. Tomo de uma a duas doses por dia, na esperança de colorir a vida. Era incrível como as palavras podiam fazê-lo se sentir. Era como se as coisas ganhassem vida e pudesse encontrar um instante de paz. Lia e lia, mas não escrevia poesia. Gostava mesmo era de apreciar a escrita dos outros e ver como as palavras ganhavam formas. Sobre o que leria hoje? Era sempre uma surpresa. Não havia tempo perdido quando se tratava do amor à literatura. Cada linha lida fazia valer a pena. Era entre poesias onde se encontrava e onde se perdia. Era um lugar seguro, mas também imprevisível. Era um texto que ganhava vida e tocava tudo ao redor. Era uma permissão para viajar e saber que não voltaria o mesmo após a viagem. Era tudo, era nada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O...
A Diferença Invisível: Tirinha sobre Síndrome de Asperger e o preconceito
A descoberta tardia da Síndrome de Asperger envolve quebrar uma série de preconceitos, especialmente da classe médica, psicólogos e profissionais da saúde desatualizados. Embora a história seja ambientada na França, país com histórico de problemas em relação ao autismo, a realidade do Brasil não fica tão atrás.
No livro A Diferença Invisível, inspirado na história real de Julie Dachez, a personagem Marguerite lida com o preconceito de todos cantos e encontra aceitação dentro da comunidade Aspie.
Embora a inclusão de Síndrome de Asperger no Transtorno do Espectro Autista possa ter facilitado na garantia de direitos, do ponto de vista de diagnósticos o problema ainda permanece. Profissionais que esquecem que autistas podem ser completamente diferentes e dois Aspergers podem ser distintos.
Imagem da graphic novel A Diferença Invisível, das autoras Julie Dachez e Mademoiselle Caroline, publicada no Brasil pela Editora Nemo.
Indicação de leitura para quem quiser entender sobre os desafios do diagnóstico tardio na fase adulta, o despreparo da área da saúde e como as pessoas se revelam preconceituosas sobre o que elas desconhecem.
Sinopse: Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger . Sua vida a partir daí se transformará profundamente.
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Já indiquei várias vezes. É uma das melhoras leituras sobre descoberta tardia de autismo (fase adulta). Mostra os perrengues e os preconceitos de todos lados: amigos, médicos e profissionais de saúde, namoro etc. Poucos materiais abordam o autismo na fase adulta, especialmente a dificuldade de conseguir diagnóstico formal. Muitos aspies do mundo inteiro se contentam com o autodiagnóstico por causa da falha e despreparo profissional sobre Transtorno do Espectro Autista.
*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.