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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Um Encontro com a Mulher Sem Faces – Ben Oliveira

Em um mundo repleto de violências, é mais triste ainda ver que algumas pessoas ou caminham até sua direção, em um auto de autoviolência ou que não saibam quais são os caminhos para quebrarem um ciclo.

No meio de uma viagem, conheci uma mulher desesperada, em lágrimas, acusando um homem com qual compartilhara uma noite de ter roubado o celular dela. Depois de um escândalo, tentei acalmá-la, e ela disse, então, que tinha deixado num bar, mas não sabia qual era o bar nem o endereço, não sabia nada.

Eu estava exausto. Não havia dormido e poderia ter dito que o problema não era meu e realmente não era, exceto que minha consciência me dilaceraria e como bruxo e filho de Lilith, ver uma mulher em situação de injustiça e choros era algo doloroso e injusto demais.

Ela me pedia coisas e pouco a pouco fui percebendo que a dinâmica era similar a de quem usa os outros como muleta e não quer soltar. Me pedia cervejas. Chorava que sem o celular não teria como receber o auxílio financeiro, exceto que ela poderia muito bem tirar uma tarde para se dirigir ao local físico.

O papo foi mudando. Assim como minha jornada em uma espiral fora de controle em que a linha em que a espiritualidade e bipolaridade se cruzavam, ela tocava meu colar com força e quase arrebentava. Depois dizia que queria um velho rico e jogava as bebidas que ganhava, como se possuída. Nada estava bom o suficiente. Nada era o que ela queria. O que ela queria: poderia julgar que como minha viagem sem direção, a mente dela planava sem rumo.

Ela falava na língua dos anjos. Quando questionada de qual religião era. Recebia cinco respostas diferentes. Então, me dei conta de o quão insustentáveis estão algumas religiões e crenças, tantas misturas e de pontos, muitas vezes, opostos, sem liga, ou que pelo menos houvesse a compreensão de como essas diferentes linhas se conectavam: não existia. 

Batendo na mesa e gritando, chorando em desespero, ela reclamava de um familiar que batia no sobrinho. Ela morria de medo dele bater nela também e mantinha o silêncio, pois julgava que só alguém na casa poderia fazer a denúncia e ela já não estava lá. Orientei que ela poderia fazer uma denúncia anônima. 

Mesmo assim, já era questão perdida, a noção de que algum velho rico a ‘salvaria’ não saia de sua cabeça. Me perguntei o que os lugares que ela estavam indo religiosos a estavam ensinando, pois alguns ensinavam a seduzir homens com magia ou não, mas vi que nem a própria sabia qual lugar, era um mix de crenças despedaçadas e insustentáveis que alimentavam seu espírito, coração, mente e corpo.

Depois de rir e rir, como uma bruxa e quase assustar todos fregueses que passavam ao redor, ela grudou em mim e colocou na cabeça que eu cuidaria dela o tempo todo. Queria carona. Queria dormir no meu quarto do hotel. E me abraçava e não soltava. Logo vi que ela não só estava perdida, como tentava colocar os outros ao redor em perdição: por pouco o hóspede da madrugada não teria sido acusado de furto. O que ela falaria dele mim? Não sei.

Sei que depois de horas, eu garanti que ela seguisse o rumo. Se seguiria o caminho em segurança, ou se ela se aventuraria por suas obsessões, eu não sabia. Mas fiquei aliviado de ter feito a minha parte e não fechado os olhos. Óbvio que existem questões sociais e psicológicas, além das espirituais e econômicas, mas eu poderia ter me prendido aos estereótipos e não ter oferecido apoio. 

“Precisamos ver por que tantas mulheres acreditam que um homem vai nos salvar. Não é por causa da evidência de salvamento” – Rose McGowan

Enquanto ela partia, preferia imaginar que um dia ela se libertaria do familiar violento com criança e que ela encontrasse sua liberdade sem depender de homem, independente da idade ou riqueza.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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